• Dra. Camila Couto e Cruz

Morando no exterior: "Não quero preocupá-los"



Os brasileiros que moram fora tendem a ser vistos como pessoas que estão vivendo "o sonho" pelos conterrâneos, mas a realidade é que em suas vidas cotidianas, encontram problemas comuns à qualquer indivíduo vivendo no planeta Terra. Não querer preocupar os familiares que ficaram no Brasil é uma das grandes razões pelas quais os brasileiros que vivem no exterior acumulam suas infelicidades, incertezas, problemas e sofrimentos. Esses problemas, a longo prazo, acabam sendo grandes motivos para buscar apoio psicológico. Na clínica, eles encontram o alívio tão desejado... a oportunidade de falar sobre seus sentimentos mais profundos na própria língua, sem se preocupar com retaliações ou julgamentos. Daqui do meu lado, com meu olhar terapêutico, vejo pessoas fragilizadas, paralisadas pelo medo ou pela ansiedade. São apelos por uma escuta apurada, por um pouco de atenção... muitos buscam uma forma de desabafar com alguém, já que não têm amigos no exterior e, ainda assim, não conseguem contar com a rede de apoio que ficou no Brasil pois simplesmente não querem preocupar. Eu consigo ver os dois lados da situação. Vejo o quanto o sofrimento e o sentimento de solidão aumentam com esse distanciamento dos familiares. A verdade é que há uma resistência em falar a realidade que se enfrenta vivendo fora do Brasil. Ao mesmo tempo, eu também vejo o quanto meus pacientes se engrandecem pessoalmente ao enfrentar desafios de maneira independente... contando apenas com o apoio psicológico para auxiliá-los na busca por seus objetivos. É nesse ponto que a terapia se torna mais do que um suporte; ela se torna um mecanismo de emancipação emocional. Isto porque muitos dos brasileiros que vivem no exterior saíram do Brasil com o objetivo de se livrar de relações familiares tóxicas, em que havia dependência emocional ou financeira. Assim, pode-se dizer que esta mudança para fora do Brasil representa, para muitos, a demonstração da sua capacidade de resolver a sua vida sozinho, sem o apoio da família. Um assunto que poderia ser simplesmente entendido como uma vontade genuína de "não preocupar" também esconde muitas outras nuances em dimensões psicológicas que variam de pessoa para pessoa.

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Quem escreve: Dra. Camila Couto e Cruz é psicóloga com formação em Gestalt-Terapia e PhD em Psicologia Social pela University of Queensland; uma das 50 melhores universidades do mundo, de acordo com o QS World University Ranking. Dra. Camila trabalha com psicoterapia na modalidade online, atendendo brasileiros que vivem no exterior através de uma abordagem dinâmica, voltada para a autorregulação e ajustamento criativo do indivíduo. Agende uma sessão informativa sobre a psicoterapia online GRATUITAMENTE clicando aqui.

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